Autoconhecimento

Não se Culpe

Morar sozinho

A culpa é o sentimento de ter quebrado uma regra, de ter feito algo que não deveria.

A culpa vem do fato de termos feito algo errado. Errado aos olhos de quem? De si mesmo, da família, da sociedade, de um Deus? A culpa nos martiriza, nos corrói internamente causando dor e com o tempo, trazendo sofrimento. Por vezes nos tira o gosto bom da vida, nos traz impossibilidades. Nos deixa com a consciência “pesada”. Tira o sentido da vida que poderíamos perceber, mas que fica ofuscado pelo fato de não conseguirmos articular nossos pensamentos com lucidez, pois estamos julgando algo que já passou. Julgando o passado com os olhos do presente, e isso pode causar distorções na interpretação dos fatos já ocorridos.

É interessante não se culpar pelos erros do passado. Se for para julgarmos algo que aconteceu no passado, precisamos estar numa metaposição, ou seja, fora do cenário onde o fato ocorreu e com outros olhos, caso contrário, é covardia ou mesmo ignorância. Depois que algo acontecer, fica fácil tomar a decisão certa. No presente fica fácil tirar conclusões, por exemplo: porque na segunda guerra mundial as pessoas permaneciam nas zonas de conflito ao invés de abandonar suas casas e fugir? Parece óbvio, todos deveriam ter fugido. Porém, só percebemos o que realmente o homem é capaz depois de vermos as atrocidades cometidas, por certo não há limites para a maldade humana. Até sabemos disso, mas em um momento de decisão, de abandonar, de deixar tudo para trás o que foi conquistado por anos, fica mais difícil tomar a decisão de partir. Muitas dúvidas podem virem à mente e as vezes isso nos paralisa e permanecemos onde estamos, pois é nossa zona de conforto.

A culpa advêm das convenções estabelecidas pela sociedade e por muitas religiões e crenças. As pessoas aprendem e convivem com a ideia de pecado, de culpa, de castigo, e isso limita o ser humano em muitos aspectos, ao mesmo tempo em que o encarcera em sua própria mente. Não deixam de ser táticas de controle do indivíduo. Limites são estabelecidos nos diferentes âmbitos das relações humanas. Tanto o pensamento quanto o ato em si, podem trazer a culpa. É como se fechasse todas as saídas, não há para onde fugir, nascemos pecadores e portanto, somos culpados por toda a vida, e isso realmente nos acompanha o tempo todo. Numa educação mais rígida, isso é ainda mais visível. É necessário que nos desvencilhemos dessas amarras que normalmente não tem sentido, e nos deixam mal.

Buscamos sempre fazer o melhor, tomar a decisão mais acertada. Todavia, em muitos casos temos várias coisas certas que podemos fazer, o difícil será escolher por qual caminho seguiremos e que consequências trará. As vezes isso nos deixa felizes, outras frustrados. Queríamos ter escolhido o outro caminho, mas agora não dá mais. Isso não significa que é o pior dos seres humanos, que sempre faz tudo errado, que deveria saber o que estava fazendo, e talvez até estivesse. Por certo foi o melhor que pôde fazer, a escolha que achava ser a mais acertada, e com o discernimento e a lucidez daquele momento, foi o melhor que pôde perceber e escolher.

A culpa é o sentimento de ter quebrado uma regra, de ter feito algo que não deveria. Todavia, essa regra foi criada por alguém. Há que se questionar se esta regra funciona para você, pois talvez esteja se culpando por algo que na sua concepção está certo, mas a opinião do outro o deixou culpado. Pergunte-se: é uma regra sua ou foi criada pelo outro? Você está preocupado em ser absolvido do passado? Quem poderá absolve-lo? Você está tentando fazer diferente no presente ou tentando mudar o passado? O que espera de si mesmo a partir de hoje? Se faz necessário abrir as possibilidades e estar disponível para aprender e se transformar. Se você diz não sei como fazer, fechara uma porta, se disser quero aprender, abrirá muitas.

Se você se culpa hoje pelo ontem, se culpará amanhã pelo hoje, assim acabará criando um ciclo vicioso para toda a vida. Claro é que os problemas são atemporais, sendo assim, poderão nos influenciar a qualquer momento. Não importa se aconteceram a dez ou vinte anos atrás, eles serão sempre atuais porque nos impactam, chegam arrebatadores: “me lembro como se fosse ontem, tenho a mesma sensação”, falamos a nós mesmos. O passado nos trouxe até onde estamos, somos a soma de tudo o que vivemos, aprendemos e pensamos. Não resta dúvida, ele nos influencia, nos impacta. O que precisamos fazer é aprendermos a forma como devemos lidar com nossa história. Pode ser negativa ou positiva, gratidão ou culpa. Podemos exalta-lo ou nega-lo. Ressignificá-lo, aceitá-lo, dependerá do que cada um quer ver ao olhar para trás.

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